terça-feira, 30 de outubro de 2007

Oficina ex-oficio de cianotipia

A cianotipia é uma técinica de fotografia do século XIX, feita apartir de um contato duro, emprega sais de ferro, utiliza como revelador a àgua.
Dia 15 de novembro o Jardim do palácio Cruz e Souza será o nosso ponto de encontro às 10:00 horas . Esta técnica é tão simples que não necessita de laboratório, basta que tenhamos o sol. Para participar traga 05 folhas de papel canson 180g tamanho a4, luvas, uma transparência com imagem em pb bem contrastada (opcional).
Como funciona: vc receberá 05 folhas de papel canson 180 g tratados com sais de ferro, p/ q vc conheça a técnica. Se voce já conhece ótimo! Vamos trocar...
Quanto custa: É grátis, o que vale é a troca.
Número de vagas: 05
Inscrição por email

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

História universal da destruição dos livros - Das tábuas sumérias à guerra do Iraque


Fernando Baez : Os intelectuais são os piores inimigos dos livros. Baéz o autor venezuelano, publica um estudo sobre a destruição dos volumes que inclui desde ás tábuas sumérias a guerra do Iraque”. Pela ordem: Juan Solis, o Universal, os insetos, o fogo , a água, o tempo, contribuem em maior ou em menor escala para a destruição de milhões de livros ao longo da história. No entanto ao tentar identificar os maiores inimigos dos livros, Fernando Baéz não duvida em apontar os intelectuais. Sessenta por cento dos desastres bibliográficos foram intencionais. Não foram os bárbaros, os ignorantes ou o povo inculto os maiores incineradores de livros senão os intelectuais, que estavam por trás das grandes ditaduras que queimam livros. Em 213 a.C, o imperador chinês SHI HUANDI, assessorado pelo filosofo LI SI, mandou queimar os livros do passado e os autores foram enviados para construção da Grande Muralha. Os exemplos abundam. Conta Baéz que em maio de 1933 os nazistas queimaram livros incitados pelo filólogo Goebbels. Um dos mestres que apoiou a resolução foi Martin Heidegger. O autor, considerado uma autoridade na história das bibliotecas dedicou 12 anos de sua vida para documentar a destruição dos documentos o resultado é o tomo – História universal da destruição dos livros das tabuas sumerias a guerra do Iraque.
Quando criança Baez presenciou a inundação da biblioteca de sua cidade natal, São Felix da Guiana, na parte oriental da Venezuela, onde estavam guardados os primeiros exemplares dos jornais de seu pais, o correio do Orinoco. “A destruição deste arquivo marcou minha vida. Este livro não é outra coisa que a resposta que tenho tentado dar a esse grande enigma, a essa grande dor da infância. Foram 14 rascunhos e 12 anos de trabalho” . Baez trabalha atualmente no Centro Mundial de Estudos Árabes, onde prepara uma base de dados do Patrimônio Cultural destruído, que será apresentado na ONU em dezembro de 2008. Em 2003 visitou o Iraque para conferir a destruição, “em nome da democracia”, do patrimônio cultural deste pais. Os Estados Unidos violaram a carta de Haia, de 1954, na qual se estabelece que em caso de conflito os símbolos culturais das nações ocupadas devem ser respeitados e preservados, incluindo os protocolos de 1999 com relação ao tráfico de arte e material arqueológico. “De alguma maneira o governo de George W. Buche atuou como os nazistas, impondo uma nova “cultura“ premeditou as ações . Não é um descuido a destruição cultural deste país. Esta é substimação que tem os Estados Unidos por todas as culturas do planeta”. Como representante do Centro Mundial de Cultura Árabe, Baéz adverte a administração Buch que a ocupação e a recostrução do Iraque é ilegítima. “ O saque de abril de 2003 terá conseqüências penais nos próximos anos. Não me surpreenderia que o Jossef Goebbels da administração Buch, Donald Rumsfeld, termine nos tribunais internacionais respondendo pelo delito de memoricídio contra todo um povo”.


História universal da destruição dos livros - Das tábuas sumérias à guerra do Iraque

Fernando Báez
Tradução de Léo Schlafman
Ediouro
438 páginas

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Esboços de uma cidade



Em comemoração ao centenário do nascimento de Martinho de Haro, o Museu Victor Meirelles apresenta a exposição "Martinho de Haro: esboços de uma cidade". A mostra reúne 22 esboços do artista que costumava desenhar a cidade para, depois retrabalhar estas imagens em suas pinturas, além de um caderno do artista. Com esta exposição o museu oferece aos seus visitantes um olhar sobre a primeira parte parte do processo deste pintor, tão conhecido, por seu trabalho final, a pintura.

Exposição:
Martinho de Haro: esboços de uma cidade

24 de outubro a 06 de dezembro de 2007

Abertura: 24 de outubro às 19h

Palestra: Domingo com Fernando C. Boppré

24 de outubro às 17h

Antes da abertura, às 17h, o historiador Fernando C. Boppré irá apresentar a palestra Domingo que irá abordar os esboços de Martinho de Haro sob um outro olhar, o olhar silencioso do artista que contrapõe à abundância de cores da pintura, à simplicidade despretensiosa do grafite. Isso porque segundo Boppré: É domingo nos desenhos porque não há céu. Não há cor. Não há aquilo que caracteriza e que identifica a obra de Martinho. É um Martinho desconhecido. Um Martinho traído: pela falta, pela ausência das ferramentas que melhor sabia usar. Encontramos um outro Martinho, trabalhando no silêncio do grafite sobre o papel.

Sobre o artista: Martinho de Haro (São Joaquim/SC, 1907 – Florianópolis/SC, 1985) pintou retratos, naturezas mortas, flores, nus, paisagens, casarios, marinas e manifestações populares. Como bolsista do governo do estado, Martinho estudou na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Em 1938, recebeu prêmio no Salão Nacional, que o credenciou a estudar em Paris. Permaneceu na França apenas por um ano devido à eclosão da 2ª Guerra Mundial, retornando ao Rio de Janeiro no ano seguinte e logo em seguida a Santa Catarina, onde se estabeleceu até o fim de sua vida.

Sobre o palestrante: Fernando Boppré é bacharel e licenciado em história pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Mestrando em história cultural pela Universidade Federal de Santa Catarina. Publica ensaios no Caderno de Cultura do "Diário Catarinense" e no Caderno "Idéias" do jornal "A Notícia", além de participar da equipe da revista eletrônica Net Processo.

A entrada é gratuita

Museu Victor Meirelles
Rua Victor Meirelles, 59 Centro 88010-440 Florianópolis - SC
Fone/fax: (48) 3222-0692
museu.victor.meirelles@iphan.gov.br
www.museuvictormeirelles.org.br


http://www.www.museuvictormeirelles.org.br

Fonte: Museu Victor Meirelles

sábado, 6 de outubro de 2007

Erro logo acerto e continuo


Sou sonâmbula sempre me vejo com os olhos semi cerrados atravessando uma ponte que não me leva a lugar algum fixo prefiro creditar aos astros prefiro não pensar não me deixar levar pelo fígado o fígado revela grandes segredos todos os dias pela manhã transformo a bile em papel marmorizado a minha a do boi a do linguado esta foi minha última descoberta marmorizar papel é como cozinhar o mesmo prato todos os dias não existe uma fórmula mágica é pura experimentação erro logo acerto e continuo faz algum tempo que marmorizo papel já perdi a conta dos experimentos que faço as possibilidades são infinitas acordo e vejo claramente um battal logo me transporto para Amisterdã de Amisterdã para o Recife do Recife para a Nova Recife toca o telefone a ligação é à cobrar uma vóz tremula do outro lado da linha me puxa do sonho e me chama de mãe me pede socorro..diz que foi sequestrada desligo o telefone fecho a porta do século em dois minutos o telefone volta a tocar é sempre a mesma criatura desta vez na versão mais histérica vou passear até que o terrorista desista de me ligar e falar em sequestro esta é a sociedade que construimos...perco muito tempo tudo o que resta é a alegria de saber que Ebru significa nuvem este estado permanente de topor me faz voltar para Anatólia de Anátolia sigo para Amisterdã de Amisterdã parto para Recife de Recife para Nova Recife...

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Convite

Centenário de Martinho de Haro




Fonte: http://www.masc.org.br


A família do Artista, a comissão do Centenário de Martinho de Haro, o corpo técnico do Museu de Arte de Santa Catarina, o governo do estado de Santa Catarina tem a honra de convidar para abertura da Exposição Comemorativa do Centenário de Nascimento do Pintor Martinho de Haro.

Local: Museu de Arte de Santa Catarina
Data: 09/10/2007
Horário: 19:30 horas

Centenário do pintor Martinho de Haro


Centenário Martinho de Haro

Há uma razão imperativa para que se comemore com galas muito especiais o centenário de nascimento do pintor catarinense Martinho de Haro:, o pintor cartesiano que com desbordante de sensibilidade afetiva é o paisagista por exelência da cidade de Florianópolis. O motivo está nas palavras que Valmir Ayala escreveu há vinte anos, logo após o falecimento do pintor: “O diálogo agora é de uma pintura soberana e completa, com um universo de olhares necessitados de justiça e esclarecimento. A ilha ganha agora sua luz, sua verdadeira luz, porque a obra viva de Martinho de Haro encontra seu continente exato; é um bem público destinado a valorizar a vida comunitária”. Portanto, chegou a hora de democratizar para valer aquela justiça e aquele esclarecimento que, após a morte do pintor, foram se fortalecendo sem, contudo, chegar a atingir a latitude que lhes compete junto às camadas populares. O que se impõe, porque o povo é o legitimador de todo itinerário de arte que se torna lenda e memória.

Estamos em 2007. Para que a justiça com plenitude se realizasse e o esclarecimento pudesse frutificar e atingir de vez o nível da comunidade, através do convívio do qual, desde sempre, se destina a produção de um artista maior, era preciso que se criasse o museu que abrigaria parte significativa da obra de Martinho de Haro. Tal museu seria aquele em que, pela fruição, a sociedade se resgataria, cumprindo o dever dos que se afirmam preocupados com a cultura, posto que esta seja o lugar que espelha nosso autêntico semblante.

Enquanto não se funda tal instituição devemos a nós mesmos, como cidadãos, um trabalho de divulgação, que pode muito bem servir-se do ensejo do centenário para ser proposto e ser levado a efeito. Sendo assim, é tempo de pensarmos em uma definitiva exposição que descortine, nesse simbólico momento, o mais e o melhor da produção de Martinho. Nela se exibiriam as hoje inatingíveis obras primas de coleções particulares e públicas. É preciso que se componha o inventário, dessa produção, que dará ao resto do Brasil e aos interessados de fora um instrumento de conhecimento e de pesquisa. Este catálogo estará à disposição do público a partir do seu lançamento, no Museu de Arte de Santa Catarina, no dia 11 de novembro. Necessário é, por fim, que tragamos estudiosos e críticos para que, no ano das comemorações possam discutir o legado e indicar novas perspectivas de entendimento e avaliação de um percurso, já aquilatado por Roberto Teixeira Leite, Fábio Magalhães, Olívio Tavares de Araújo e outros estudiosos. Estes críticos e alguns mais, como Tadeu Chiarelli, Walter de Queiroz Guerreiro e nadja Lamas estarão no MASC, para discutir a obra de Martinho, nos dias 25, 26 e 27 de outubro.

O tempo veio dizendo que Martinho de Haro foi o maior artista plástico de sua terra; que, entre nós, outro não houve que captasse com mais finura as sugerências do lugar de sua predileção. Disse mais o tempo: que ele edificou uma tipicidade discreta e não obstante vigorosa que dariam universalidade às emoções que nascem nas vivências locais, mas atingem, quando elaboradas pelo saber, os patamares da arte sem fronteira. Martinho representa o ponto alto do modernismo em terras de Santa Catarina. Aqui, arriscando ambivalente isolamento, ele construiu o roteiro exemplar e luminoso, na medida inversamente proporcional aos espetáculos retóricos da pintura. Foi buscar com manualidade espiritual (e além disso, espirituosa) o domínio de harmonias diáfanas; o registro de transparências moventes que superaram às de seus possíveis inspiradores, aqueles epígonos de um fauvismo depurado que retornam, como Marquet, abandonando os rugidos da cor, à análise das nuanças e da transitoriedade das sugestões atmosféricas. Enfim, um artista para a história da arte brasileira, à altura de seus maiores representantes.

Fonte: Museu de Arte de Santa Catarina - http://www.masc.org.br