sábado, 21 de janeiro de 2012

Em fim o sol igual a cianotipia

O óbvio, sem sol a cianotipia é impossível.
 A sombra  revela os fantasmas, as diabrites, os seres que fogem da luz do sol. A pele destes demônios tem uma textura macilenta, úmida, pegajosa. Quando me encontrava na fase pueril da existência li ávidamente H.P. Lovecraft, e  nunca considerei a possibilidade de me confrontar com os demônios descrito por  ele. Eis que me encontro sentada degustando uma chiabatta, quando um destes seres, me aborda. Respirei fundo, engoli com certa resistência o pedaço de pão e fugi. 
 O demônio correspondia a exata descrição de Lovecraft: sorri, tem um olhar apertado e se insinua., no melhor estilo " oi querida como vai, andas sumida, a quanto tempo não te vejo, sabes quem eu vi aqui..." . O padrão é sempre o mesmo.
Quando o demônio  gordo se apresentou à minha frente travestido de mulher e começou a catilinária, tocou a minha sineta interna e corri. Fechei os ouvidos, tapei os olhos, abandonei a chiabatta e em desabalada carreira cortei o corredor e me refugiei no espaço onde queimavam meus fotogramas. 










Cianotipias e Pinhole

A semana iniciou com muita chuva. Chove como sempre choveu em Chuvanópolis. O engodo é grande, a propaganda mostra praia, sol, uma cidade comparada a Ibiza do sul do mundo (sic!). Os turistas chegam aos magotes, a cidade fica abarrotada de bichas lentas em direção aos templos do consumo, os putos choram,  faz frio. Come-se pouco, paga-se muito.Uma dúzia de deslumbrados sorvem ávidos, com os olhos esbugalhados um champanhe servido em taça de plástico.  O bardo local alardeia a nova celebridade instantânea, esta  é  fixada na fugacidade em um clic digital.
No Centro Integrado de Cultura recém reformado, havia uns jarros de cerâmica cozida forrados com sacos de plástico que serviam de baldes para aparar a chuva. Uma paisagem e tanto. Até a inválida mor da ALESC se ergueu  do túmulo, toda de branco em uma clara referência a Berenice  para ouvir a palestra de renomado curador de arte. Não pergunte quem é o Medalhão pois já esqueci. Em quanto isso nada de sol.
Tudo caminhava para o mais completo caos quando a chuva deu uma trégua, sendo possível um raro momento de abstração,  finalmente  realizei a tão sonhada série de fotogramas. 
Afinal depois da grande tempestade sempre vem uma pequena bonança, por três consecutivas horas, o sol entre nuvens brilhou. Neste átimo consegui também, fotografar com minha lata.

Oficina de Fotografia Alternativa.
Professor: Sergio Sakakibara
Local : Centro Integrado de Cultura - Florianópolis SC
Período: 16 á 20 de janeiro.


Técnica - Pinhole
Tema - Mobilidade 1

Técnica - Pinhole
Tema - Mobilidade 2

Técnica - Pinhole
Tema - Mobilidade 3


Técnica - Pinhole
Tema - Mobilidade 4
Fotogramas Cianotipia

Técnica - Cianotipia

Técnica - Cianotipia

Prof. Sérgio Sakakibara

Fotograma 1

Fotograma 2


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Greve contra a SOPA

Greve contra a SOPA.

Este blog, participa da greve neste 18 de janeiro. A greve é um protesto contra o projeto de lei que tramita no congresso americano, que tem por objetivo controlar os conteúdos da internet. A lei propõe o fim da internet livre, incluindo todo e  qualquer conteúdo. Se  for aprovada, a SOPA ( Stop Online Piracy Act) marca  o fim da liberdade. A Wikipedia retirou todo o seu conteúdo, em protesto e outros tantos blogs.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Bonefolder ...Sem palavras...


SATURDAY, JANUARY 7, 2012

The Bonefolder — Volume 8, 2012

Publisher’s Note

On January 13 we release Volume 8, 2012, the largest (and regrettably last) issue of The Bonefolder. What started as an experiment in open-access online-only publishing “way back” in 2004 grew into perhaps the most widely read publication in the book arts with over a quarter million downloads for all issues combined since we began with a global readership. Listing of the The Bonefolder in the Directory of Open Access Journals (DOAJ) placed us in just about every research library’s online catalog, and participation in LOCKSS will ensure long-term access to all issues (as do  Syracuse University Library’s and the Internet Archive’s servers). This growth, however, also brought with it ever increasing workloads for the small and incredibly dedicated editorial staff who solicited articles, worked with authors, and much more. With the 2011 issue we switched to an annual format (something catalogers curse publishers for) in the hopes that it would allow us to streamline processes and spread the work out as it came in. Alas, that did not happen in the way we had hoped and the process became unsustainable… When we began we knew it would be a challenge, albeit a fun one inspired by other independent publications such as Fine Print and Bookways, but also membership publications such as The New Bookbinder and The Guild of Book Workers Journal.  Since we started other publications in the book arts other sprung up but ours remains the only freely accessible journal in the field. 

Looking back, I think we more than surpassed our initial goals, and while I have deep regrets about “closing the book” I feel it is far better to leave the field at the zenith when we all still have energy for other pursuits (that we all know will come) rather than forcing ourselves to continue. So, it is with an intense sense of pride that I thank all those who have worked to make this publication the success it became – Donia Conn who encouraged me to start things in 2004, Pamela Barrios, Chela Metzger and Don Rash who formed the original core, Karen Hanmer who soon joined the team, and finally Ann Carroll Kearney who was a very welcome addition with this issue.  To Samantha Quell, a long-time student of mine, our thanks for indexing our 14 issues thereby enhancing access. All of you contributed greatly to our success. Finally though, we would have not been able to exist at all if not for our authors, some established, some new, who filled our issues with articles that covered the full spectrum of the book arts.


To all thank you! 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Como encadernar um livro.

 D. Calos Rey é espanhol e dedica-se a encadernação, reside em um lugar paradisíaco em La Coruña,
  tem como mascote, a Rufo. Faz um bom tempo que o visito. Com D. Carlos Rey aprendi muitas coisas sobre encadernação e marmorização de papel "al engrudo".
Simples assim: www.aquiseencuaderna.com