segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Oficina de Encadernação


Data:   28, 29 e 30 de setembro de 2016.
Local: Círculo Ítalo-Brasileiro de Santa Catarina
Praça XV de Novembro, 340 - Centro, Florianópolis - SC, 88010-400

Horário - dás 13:30h ás 18h

Programa



1.     Público Alvo:    Bibliotecários, Arquivistas e Comunidade.
1.1   Investimento:   R$ 350,00
1.2   Vagas limitadas: 10


2. Encadernação Básica treinamento dividido em módulos.

2.1         Encadernação de Fascículos: costura e acabamentos.
2.2         Encadernação de folhas soltas.
     2.3     Livros:  troca de capas, costura, conservação e higienização.
      2.4    Marmorização de papel.

Material

3. Todos os materiais utilizados na oficina estão inclusos no valor.

 3.1 Papel japones
 3.2 Cola neutra
 3.3 Papel polén
 3.4 Papelão
 3.5 Material de revestimento
 3.6 Apostila em PDF
3.7  Agulhas e linhas.
3.8  Tintas
Informações

Kezia Lenderly – 48 9670 99 88
Infolioartedolivro.blogspot.com
Círculo Ítalo-Brasileiro de Santa Catarina 48 3223 2352  
Apoio – Círculo Itálo-Brasileiro de Santa Catarina.


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Tintas Ferro-Gálicas - como fazer.


Existiam várias receitas para fazer tinta para escrita na Idade Média, com uma larga variedade de ingredientes e processos. A tinta ferro-gálica é um dos dois tipos mais comuns de tinta usada na época, e a mais usada a partir do século XII. Este nome deriva diretamente dos principais ingredientes usados para a sua feitura: o sulfato de ferro (II) e o ácido tânico que vem da noz-de-galha. A tinta de cor negra resulta da reação química destes dois ingredientes numa base aquosa, aos quais se junta a goma arábica para espessar a tinta.

As nozes de galha (ou bugalhos) dos carvalhos usadas para fazer a tinta resultam da resposta da árvore ao ataque de um organismo invasor, neste caso pela postura de ovos de uma vespa na árvore.

A larva da vespa. Existiam várias receitas para fazer tinta para escrita na Idade Média, com uma larga variedade de ingredientes e processos. A tinta ferro-gálica é um dos dois tipos mais comuns de tinta usada na época, e a mais usada a partir do século XII. Este nome deriva diretamente dos principais ingredientes usados para a sua feitura: o sulfato de ferro (II) e o ácido tânico que vem da noz-de-galha. A tinta de cor negra resulta da reação química destes dois ingredientes numa base aquosa, aos quais se junta a goma arábica para espessar a tinta. A vespa desenvolve-se e quando está totalmente formada faz um pequeno furo no bugalho por onde escapa. Para trás deixa o seu "casulo" vegetal cheio de ácido tânico (resultado da sua formação).
A goma arábica é uma resina natural extraída das acácias, é solúvel em água e tem uma cor dourada.O sulfato de ferro (II) era conhecido por vários nomes, como vitriolo, copperas ou caparrosa. Atualmente o termo "copperas" distingue-se entre "green" (verde) copperas para o sulfato de ferro, e "blue" (azul) copperas para o sulfato de cobre.Uma receita para tinta ferro-gálica: Toma canada e meia de água de chuva e deita-lhe dentro um arratel de galha em bocados, e faz ferver isto a fogo lento até que se reduza a metade. Lança-lhe então duas onças de goma arábica pulverizada que terás primeiro dissolvido em vinagre em quantidade suficiente. Junta-lhe depois disto oito onças de caparrosa ou vitriolo romano, deixa-a ferver mais um quarto de hora e depois de esfriar retira por inclinação e guarda-a. (Segredos Necessários para os Officios, etc, 1802). Outra receita: Toma uma onça de galha batida, três ou quatro onças de goma arábica, junta-as num recipiente ao fogo com água de chuva, e quando a goma estiver quase evaporada despeja-a através de um pano e junta-lhe metade de uma taça de vitriolo em pó. (A Booke of secrets, 1596).


domingo, 31 de julho de 2016


Marmorização de Papel - como fazer.

A marmorização de papel é a técnica mais complexa que conheço. São inúmeros detalhes para obter um padrão minimamente satisfatório.Encontrei esta tutorial me parece excelente e compartilho.
                                   http://www.edenworkshops.com/images/marbling.pdf






sexta-feira, 24 de junho de 2016



                            Panfletos




Panfletos são pequenos cadernos costurados em um único bloco ou seção. Baratos, simples e leves.
Breve histórico.
No século XII  d.C, circulou na Inglaterra um breve poema de amor, anônimo, escrito em latim com o nome de ‘Pamphilus seu de amore’ (Panfilo ou sobre o amor), que se tornou  muito famoso e foi traduzido para inglês como Phamphlet Até os fins do século XIV a palavra pamphlet  era empregada  para designar qualquer texto de tamanho menor, barato, popular e efêmero .Os livros do período são grandes, pesados, manuscritos e caros. Só a nobreza tinha acesso.
Nos séculos seguintes, o sentido do vocábulo evoluiu até significar um libelo difamatório, folheto escrito em estilo satírico,  violento, especialmente sobre assuntos políticos, amores descabelados, costumes e trovas populares.
Entre nós, no Brasil, o exemplo clássico são os livros de cordel  comum no nordeste.
 Os Panfletos produzidos pelo nosso atelier são fiéis a ideia original. Sem grandes ornamentos, com capa mole e material simples – sobras de couro, tecido ou papel -não necessitam de guardas ou cabeceados, vendidos em feiras e nas antigas vendas de bairro.
Materiais empregados
  • papel polem 80 g.
  • linha encerada .
  • aproveitamento de sobras de materiais -curvim, papel marmorizado.
Técnica
  • costurados á mão.
  • variação de costuras.
  • tamanho 10cm x 15cm
  • 20 páginas.
Onde encontrar
  • Nas feiras de artesanato em Florianópolis.
  • Neste blog contato por email  kezia.lenderly@gmail.com