Encadernação Artística

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Estrutura cruzada


A encadernação de livros restaurados exigem muito cuidado e habilidade do encadernador. Escolher o material a ser empregado - linha, cera clarificada, tecido 100% algodão, folha de rosto em papel neutro e principalmente não utilizar cola. O emprego da cola é tabu. O cuidado é dobrado no manuseio, durante a costura - um livro restaurado é muito frágil. 
Pratiquei desde o início do ano o modelo de costura da estrutura cruzada, empregado até o século XVI. O  livro é costurado em cintas alternadas e posteriormente entrelaçadas, este modelo foi redescoberto por Carmencho Arregui quando trabalhou  na restauração dos livros que sobreviveram a enchente do Arno em 1966. Em seu sitio   Carmencho Arregui explana com muita clareza e generosidade os modelos.  
Quando pratiquei os modelos percebi o quanto são flexíveis,  sem cola na lombada, as  folhas de rosto costuradas, as capas presas, dorso solto ligeiramente vinculado ao fole, são pequenos detalhes que passam desapercebidos. No entanto são elementos decisivos para conservação do livro.
A não utilização de cola é o principal no meu trabalho de encadernação de livros restaurados, porém encontro muita dificuldade quando as folhas são separadas e montadas em carcelas. É terrível pois não há como compensar a diferença entre papel da carcela e  a página do documento. Caos - não posso utilizar as estruturas cruzadas. 

domingo, 19 de outubro de 2008

II placa


 A Enciclopédia de Diderot e D'Alambert - ilustra com seis placas, todas as ferramentas utilizada pelo encadernador no século XVIII.  São tantas que não consigo imaginar o emprego de cada uma. Tenho especial curiosidade pelo formato das agulhas, principalmente feitas com  osso ou dente de morsa. 
 Diderot e D'Alambert reuniram os conhecimentos dispersos nas mais diversas áreas, editando a Encyclopédie que foi chamada "O livro dos livros" tamanha sua importância na difusão do conhecimento. Além das seis placas de ferramentas para encadernação,  outra que prefiro é a placa que descreve as ferramentas utilizadas na marmorização de papel.
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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Costura japonesa sem delongas

Na procura por informação sobre encadernação  com costura japonesa encontrei este sitio http://www. amphian.com  que recomendo para quem tem interesse em aprender a fazer belos álbuns ou cadernos com costura japonesa. Foi a  maneira que encontrei, aqui no Desterro.  É bem mais fácil seguir os diagramas e aprender por si mesmo. É mais simples e lógico. Dispensa a retórica acadêmica do tipo
 -   '' entrelaçamento entre a poética e a técnica, possibilidades do contemporâneo, instrumental básico, espaço primário para proposições poéticas, desconstrução da leitura programática do objeto tangível, território de possibilidades expressivas e formais, livros e suportes tradicionais..." Ufa! Cansei de enumerar as pataquadas da academia... Esta verborragia amplamente empregada faz parte do bolo a cereja é o link . Então mãos a obra! 

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Centenário de Franklin Cascaes


Hoje 16 de outubro, se fosse  vivo Franklin Cascaes completaria 100 anos. Cascaes retratou o imaginário popular das comunidades da ilha de  Santa Catarina. De maneira apaixonada e sensível transcreveu as lendas, desenhou os mitos. 
Seus cadernos de anotação são verdadeiros livro do artista anotava desde receitas culinárias, rezas, brincadeiras de roda,  o saber fazer do homem simples seus  medos e seu conhecimento. 
Na próxima quarta-feira 22/10 o museu Victor Meirelles promoverá a abertura da exposição Lado B de Franklin Cascaes - (1908 - 1983) com a curadoria de Fernando Lindot.

Sonho de consumo

Livros do Arquivo Diocesano Franciscano de Tianguá. Registros de Batismo e Casamento  desde 1750. Imagens cedidas por Célio Santiago

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

gracia plena

Sinto a cada dia   a proximidade  do começo, que é o início do fim. Sei o que me espera...Colho o que planto........ Tenho um sonho secreto que é ir viver em Tianguá, passar os meus dias lendo  os livros do Arquivo Diocesano Franciscano... Talvez consiga chegar em tempo ...Caminhar até Tianguá partindo de Florianópolis não é um caminho tão longo é perto e relativamente curto. De Santa Catarina até o noroeste do Ceará não é nada para quem sabe voar.                                                   

sábado, 4 de outubro de 2008

Quatro de outubro

Senhor....

Fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver duvida, que leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre !

Fazei que procure mais consolar, que ser consolado;
compreender que ser compreendido;
amar, que ser amado.

Pois é dando que se recebe, 
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que vive para a vida eterna.