Encadernação Artística

domingo, 26 de agosto de 2007

Igreja do Rosario


Fundada em 1750 por escravos negros, ex-escravos e alguns homens brancos pobres, a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos é a segunda irmandade mais antiga da ilha de Santa Catarina. A construção teve início ainda em 1787, mas só foi concluída em 1830.
A igreja é tombada pelo Estado, por sua arquitetura, sua forma barroca, e beleza interior: do adro, o artista Victor Meirelles a pintou no século XIX, um panorama da cidade, com a Baía Sul de fundo.
A centenária escadaria continua a ser o ponto de encontro favorito dos anarcos-juvenis de todos os tempos.
Observo a paisagem, lá no fim da perspectiva continuam as montanhas azuis, um resto de mar que teima em permanece visível.
Caminhar pelo centro de Florianópolis é um prazer. Refaço os passos de Victor Meirelles, comparo a vista a cidade onde vivo e da sua vila.

A casa de Victor Meirellles abriga um museu e sala de exposição sitio do museu www.museuvictormeirelles.org.br

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Como fazer uma cola neutra


Esta receita é conhecida por todos os dodôs da restauração, guardada a sete chaves. Sei que corro sério risco, afinal trata-se "do segredinho".


Ingredientes

Carbox Metil Celulose - CMC100gr
Água deionizada ou filtrada500ml
Amilton - Lab Alesc.


Junte tudo e obtenha uma cola.
Passo a passo:
- O nome da cola é um tanto complicado, porém é facilmente encontrada em qualquer loja que venda papel de parede, o custo benefício é enorme. O preço médio varia entre 15,00 e 18,00 reais incluindo o correio. Vem embalada em pó e cada pacote contém em média 100gr.
- A qualidade da água é muito importante neste processo. A água deverá ser filtrada - filtro de carvão ativado de uso doméstico - ou deionizada. É importante que não fique na água resíduos de cloro, ferro ou qualquer metal pesado.
- Adicione água em um frasco transparente - prefiro reutilizar as bombonas de 05 ml de água mineral- Para cada 100 gramas utilizo 05 litros do solvente universal misturo tudo e deixo descansar por 48 horas. Não se preocupe se a solução ficar meio empelotada, faz parte, mexa de quando em vez.
- A densidade da cola varia de acordo com o uso: para papeis mais pesados utilizo mais densa, papéis mais finos cola mais leve. O clima, também ajuda, dias mais secos e bem melhor para trabalhar.
Só a prática faz o monge.

Observação: Esta cola é própria para encadernação é empregada em largo expecto a partir da década de 80 do séc. XX. É fácil para remover. Cola e descola.
Onde encontrar: em qualquer loja que venda papel de parede ou na casa do restaurador em São Pulo















quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Como não fazer uma cola

Como fazer cola para a adesão do linóleo incrustado, couro, etc.

Esta receita foi publicada no livro Mil e um Segredos de Officinas - do autor Marcel Bourdais com a tradução de Carlos Calheiros, impresso em Lisboa no séc. XIX.

Tenho curiosidade natural pelas antigas fórmulas fico feliz quando as encontro. Confesso que nunca deixei de brincar com o meu "laboratório do pequeno alquimista". Vamos lá:
Ingredientes

Melaço5,5kg
Resina2,5kg
Copal1kg
Álcool0,5kg
Primol0,5kg
Junte tudo e obtenha uma cola.

Observação: Esta cola é imprópria para encadernação atualmente, embora tenha sido empregada em largo expectro no século XIX. Porém quando voce encontra um livro que foi encadernado em couro neste período é bastante provável que esta cola tenha sido utilizada. Não é fácil tentar removê-la.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Centenário do pintor Martinho de Haro


Centenário Martinho de Haro

Preparando os eventos culturais que, ao encargo do Museu de Arte de Santa Catarina, terão lugar no ano de 2007 para comemorar o centenário do pintor Martinho de Haro, o MASC inaugurou, no dia 19 de outubro de 2006, a sala especial permanente dedicada ao artista.

Martinho de Haro, ao lado de Victor Meirelles, se destaca como o mais importante artista plástico de Santa Catarina. É o único pintor que, tendo produzido por décadas nos limites de sua terra natal, conseguiu elevar-se como nome maior do modernismo brasileiro, sendo referência obrigatória na história da arte do país, ao par de Volpi, Guignard, Di Cavalcanti e Pancetti. Foi o artista que captou, com mais finura e expressividade, a paisagem urbana de Florianópolis, fiel a uma estética que se impôs pelo mais intransigente apuro e discreto, ainda que sutil, cromatismo.

A sala inaugurada, expõe as pinturas de Martinho que fazem parte do Acervo do MASC e, em seqüência, as que pertencem ao Centro Administrativo do Governo do Estado.
Fonte: Museu de Arte de Santa Catarina

Ensaio



No caos de sempre vou nadando. Este é o caderno que fiz observando as publicações do studio cailun. Adoraria passear em Nova York e visitar este estúdio. Tenho medo de avião, portanto só viajo pelas tutoriais. Eis o resultado de horas sem fim.
Se você tem medo de avião, filas e apagão aéreo , conheça o http://studiocailun.com/ e se divirta com as tutoriais.

Biblioteca Pública do Estado de Santa Catarina


Biblioteca Pública do Estado de Santa Catarina


A Biblioteca Pública do Estado de Santa Catarina foi criada na cidade de Nossa Senhora do Desterro, hoje Florianópolis, pela lei nº 373, de 31 de maio de 1854, pelo então presidente da província, Dr. João José Coutinho, sendo inaugurada em 9 de janeiro de 1855. Hoje é procurada por mais de 30 mil usuários/mês.

Missão
Manter, conservar e desenvolver a memória cultural do estado e promover a divulgação da cultura em geral, incentivando o hábito da leitura.

Horário de Funcionamento:
A Biblioteca está aberta ao público nos seguintes dias e horários:
Segunda à Sexta-feira:
das 08h às 19h 30min.

Endereço:
Rua Tenente Silveira, 343 - Centro
88010-301 - Florianópolis - SC
Fone (48) 3028-8063
Fax (48) 3028-8061
e-mail: biblio@fcc.sc.gov.br

Museu de Arte de Santa Catarina

visitanto o ARTECOR

Finalmente o sol e um pouco de calor. Fico bem agitada nestes dias que antecedem a primavera, me sinto como as cigarras. Dá uma vontade de cantar...Porém como vivo feito uma formiga cega, guardo a vontade de cantar e volto para o trabalho.
Hoje estive no MASC, onde me sinto em casa. Revi velhos e novos amigos; a sala Martinho de Haro, Volpi, Sclier, Rodrigo de Haro, Di Cavalcanti, Guignar, Pancetti e tantos outros. Estive nas Oficinas de Arte não resisti e fui até o ARTECOR - Laboratório de Consevação e Restauro.
Se voce tem a felicidade de viver em Florianópolis, não deixe de visitar as exposições e o melhor Cineclube do sul.
Informações sobre o Museu no link http://www.masc.org.br

terça-feira, 14 de agosto de 2007

certificados

- Os certificados estão disponíveis na Biblioteca. Horário das 13:30min. às 19:00h procure na direção da biblioteca, com a diretora sra. Elia Mara.
- A Biblioteca esta aberta ao público de segunda à sexta-feira das 8:00h às 19:00h.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Oficinas Encadernação e Marmorização de Papel


Quando outubro chegar, retomo as Oficinas em um novo local. No momento estou me dedicando a leitura. Na proxíma semana terei a noção exata do que farei, posso adiantar que será uma programação cheia de novidades e a data será durante a semana do livro e biblioteca. Aguardem só um pouquinho.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Livro que estou lendo


Música Teoria.
Encontrei esta preciosidade. Trata-se de uma cartilha intitulada Música Teoria, organizado pelas irmãs professoras de música do Colégio Coração de Jesus; impresso pela tipografia da gráfica Oriente no ano de 1966 em Florianópolis.
Transcrevo a 11.a lição.
Síncope e Contratempo
Síncope é uma nota que começa no tempo ou parte fraca de tempo e se prolonga ao tempo ou parte forte de tempo seguinte. Resulta um movimento a contra tempo, com efeito peculiar. A síncope e o contratempo produzem efeito de deslocamento das acentuações naturais.
A síncope pode ser regular, irregular, de tempo, de parte de tempo e de tempo e de parte do tempo.

Estou adorando o texto sua sonoridade, a grafia empregada e o relevo dos tipos.

domingo, 5 de agosto de 2007

Orquestra Sinfônica de Florianopolis

Confira neste link a progranação da Orquestra Sinfônica de Florianópolis.

História da OSF

A primeira Orquestra Sinfônica de Florianópolis foi fundada em 1° de junho de 1944 por Sebastião Bousfield Vieira, avô do atual regente, Maestro Carlos Alberto Angioletti Vieira. Esta orquestra encerrou suas atividades em 1963, e foi por sua vez recriada em 12 de maio de 1993 através da denominação de Orquestra Municipal de Florianópolis, já sob a regência do atual maestro. Em 1995 gravou um CD com o título "Compositores Brasileiros", registrando obras de alguns dos grandes representantes da música erudita contemporânea do Brasil, como Cesar Guerra Peixe, Edino Krieger, Zininho, Ernani Aguiar e de autoria do próprio Maestro, como a Pequena Suíte do Boi de Mamão.
( fonte - http://sinfonicafloripa.blogspot.com)

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

doce ilusão


Nada de sol. Estou me sentindo um cogumelo. Uma esponja. A umidade esta altíssima. Estamos imersos na névoa úmida. Hoje à tarde em visita a ALESC revi antigas fotos de Desterro, que triste este lugar. Tristeza que perdura. Subi o Tico Tico e não avistei mais o mar só prédios, a Ponte Hercílio Luz foi comida pelo progresso. A cidade esta inchada, os cogumelos se elevam da terra em direção ao céu. Tenho o luxo de colher abacate, admirar o vôo da Assuã, em pleno centro de Florianópolis. Aos pés do Tico Tico o trânsito caotico, cidade espichada.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Ler para viver -Flaubert

Na recente visita que fiz a minha dileta Jaqueline, conheci o livro públicado no Brasil pela Companhia das Letras - Uma História da Leitura de Alberto Manguel. Uma História da Leitura, é um denso volume sobre a formação do leitor, fala da liberdade que o ato de ler pressupõe. Cada experiência é sempre individual e portanto transgressora, nada impede que o leitor desfrute de paisagens, aromas ou costumes exóticos; textos apócrifos, as Riquíssimas Horas do Duque de Berry, o mais belo livro de Horas que se conhece.


" A leitura é a mais civilizada das paixões. Mesmo quando registra atos de barbarismo, sua história é uma celebração da alegria e da liberdade".

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Em fim o sol

Desde maio que o sol não brilhava, sempre nublado e triste. É agosto espero por dias iluminados e secos. Retomo as cianótipias, a luz está suave neste final de inverno e o vento muda de sul para sudeste. Os meus estudos cianóticos voltam a ser o centro da atenção. Consegui fazer uma Pinhole e apartir deste experimento consigo obter bons negativos para revelar e produzir uma série de cianotipias. Não quero me afundar nos problemas que afetam o mundo, o meu problema é simples e de fácil solução, basta encontrar a fórmula ideal. É claro que este é o mes mais seco do ano em Floripa a úmidade não ultrapassa os 65% logo farei uma série de papeis marmorizados. Cadernos em diversos formatos e se tiver um tempinho livre farei uma série de livros brancos seguindo as instruções de Dueña Carmencho.

Galileu Galilei

Galileu
Galileu Galilei
(Pisa, Itália, 15/02/1564 - Ancetri, Itália, 08/01/16 1642)

Ele concebeu novas formas de pensar e pesquisar. Em seus dias, foi perseguido e humilhado por causa disso. Mas a história o reconheceu como o pai da ciência moderna.
Por ter afirmado que a Terra se move em torno do Sol, Galileu Galilei, um dos gênios da grande revolução científica do século XVII, foi preso e, sob ameaça de tortura, obrigado a uma retratação humilhante. Seu julgamento pelos tribunais da Inquisição é um dos grandes marcos da história do pensamento.
Galileu representa a eterna luta entre a rebeldia e o conformismo intelectual, entre a liberdade de pensamento e a censura. E também é o triunfo da verdade sobre a mentira, embora a verdade possa ser sufocada de modo brutal, mas não indefinidamente.

Ler é o melhor remédio

XII. PRECE
Fernando Pessoa

Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.

Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.

Dá o sopro, a aragem — ou desgraça ou ânsia —
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistaremos a Distância —
Do mar ou outra, mas que seja nossa!

Ler é o melhor remédio

Fernando Pessoa
Hino a Pã
Vibra do cio subtil da luz,
Meu homem e afã
Vem turbulento da noite a flux
De Pã! Iô Pã!
Iô Pã! Iô Pã! Do mar de além
Vem da Sicília e da Arcádia vem!
Vem como Baco, com fauno e fera
E ninfa e sátiro à tua beira,
Num asno lácteo, do mar sem fim,
A mim, a mim!
Vem com Apolo, nupcial na brisa
(Pegureira e pitonisa),
Vem com Artêmis, leve e estranha,
E a coxa branca, Deus lindo, banha
Ao luar do bosque, em marmóreo monte,
Manhã malhada da àmbrea fonte!
Mergulha o roxo da prece ardente
No ádito rubro, no laço quente,
A alma que aterra em olhos de azul
O ver errar teu capricho exul
No bosque enredo, nos nás que espalma
A árvore viva que é espírito e alma
E corpo e mente - do mar sem fim
(Iô Pã! Iô Pã!),
Diabo ou deus, vem a mim, a mim!
Meu homem e afã!
Vem com trombeta estridente e fina
Pela colina!
Vem com tambor a rufar à beira
Da primavera!
Com frautas e avenas vem sem conto!
Não estou eu pronto?
Eu, que espero e me estorço e luto
Com ar sem ramos onde não nutro
Meu corpo, lasso do abraço em vão,
Áspide aguda, forte leão -
Vem, está fazia
Minha carne, fria
Do cio sozinho da demonia.
À espada corta o que ata e dói,
Ó Tudo-Cria, Tudo-Destrói!
Dá-me o sinal do Olho Aberto,
E da coxa áspera o toque erecto,
Ó Pã! Iô Pã!
Iô Pã! Iô Pã Pã! Pã Pã! Pã.,
Sou homem e afã:
Faze o teu querer sem vontade vã,
Deus grande! Meu Pã!
Iô Pã! Iô Pã! Despertei na dobra
Do aperto da cobra.
A águia rasga com garra e fauce;
Os deuses vão-se;
As feras vêm. Iô Pã! A matado,
Vou no corno levado
Do Unicornado.
Sou Pã! Iô Pã! Iô Pã Pã! Pã!
Sou teu, teu homem e teu afã,
Cabra das tuas, ouro, deus, clara
Carne em teu osso, flor na tua vara.
Com patas de aço os rochedos roço
De solstício severo a equinócio.
E raivo, e rasgo, e roussando fremo,
Sempiterno, mundo sem termo,
Homem, homúnculo, ménade, afã,
Na força de Pã.
Iô Pã! Iô Pã Pã! Pã!

livros que estou lendo

Ler é o melhor remédio, retomo as minhas leituras, releio meus velhos livros. Ler o que esta na moda é como nadar a favor da corrente. Prefiro os clássicos da minha infância. As Viagens de Gulliver de Jonathan Swift, é o meu favorito . O estado, a burocracia e seus acólitos.
Como quebrar um ovo, ou os estudos da ação do sol nas fatias do pepino, suas ilhas flutuantes que sugam o trabalho dos continentes, e toda sorte de artifícios para fazer o tempo passar mais depressa. Em Laputa onde há estabilidade no serviço público, todos são pequenos tiranos; pedem licença médica, reinvindicam insalubridade, e esperam pela aposentadoria, para finalmente serem felizes. Faz um bom tempo que releio este livro, o conheço tão bem.

Reli John Donne, e embriagada pelo texto beijei a boca de quem não devia, mea culpa minha máxima culpa...

Elegia: indo para o leito

Vem, Dama, vem que eu desafio a paz;
Até que eu lute, em luta o corpo jaz.
Como o inimigo diante do inimigo,
Canso-me de esperar se nunca brigo.
Solta esse cinto sideral que vela,
Céu cintilante, uma área ainda mais bela.
Desata esse corpete constelado,
Feito para deter o olhar ousado.
Entrega-te ao torpor que se derrama
De ti a mim, dizendo: hora da cama.
Tira o espartilho, quero descoberto
O que ele guarda quieto, tão de perto.
O corpo que de tuas saias sai
É um campo em flor quando a sombra se esvai.
Arranca essa grinalda armada e deixa
Que cresça o diadema da madeixa.
Tira os sapatos e entra sem receio
Nesse templo de amor que é o nosso leito.
Os anjos mostram-se num branco véu
Aos homens. Tu, meu anjo, és como o Céu
De Maomé. E se no branco têm contigo
Semelhança os espíritos, distingo:
O que o meu Anjo branco põe não é
O cabelo mas sim a carne em pé.
Deixa que minha mão errante adentre.
Atrás, na frente, em cima, em baixo, entre.
Minha América! Minha terra a vista,
Reino de paz, se um homem só a conquista,
Minha Mina preciosa, meu império,
Feliz de quem penetre o teu mistério!
Liberto-me ficando teu escravo;
Onde cai minha mão, meu selo gravo.
Nudez total! Todo o prazer provém
De um corpo (como a alma sem corpo) sem
Vestes. As jóias que a mulher ostenta
São como as bolas de ouro de Atalanta:
O olho do tolo que uma gema inflama
Ilude-se com ela e perde a dama.
Como encadernação vistosa, feita
Para iletrados a mulher se enfeita;
Mas ela é um livro místico e somente

A alguns (a que tal graça se consente)
É dado lê-la. Eu sou um que sabe;
Como se diante da parteira, abre-
Te: atira, sim, o linho branco fora,
Nem penitência nem decência agora.
Para ensinar-te eu me desnudo antes:
A coberta de um homem te é bastante.

Oficinas Relatos


Assumiu a direção da Biblioteca de Santa Catarina, a senhora Élia Mara, os problemas encontrados estão com os seus dias contados, pois o que não falta é boa vontade e muita disposição para o trabalho. Há uma equipe excelente de funcionários, e de colaboradores entusiasmados.
Quando iníciei as oficinas em 04 de maio de 2007 - no LACRE - encontrei o Laborátorio fechado. Houve uma procura relevante, e uma troca positiva. Neste curto espaço de tempo conheci pessoas lindas que lá estiveram por prazer, fizemos: moleskines, a restauração de 40 livros, muitos cadernos e trocamos muitas idéias. O LACRE - que é um bem Público - esta limpo, organizado, com prensa restaurada, guilhotina limpa. Sem custo algum para o erário e feito com carinho por todos.
Dedico este trabalho a Etelvino Vieira: Benemérito das Oficinas de Encadernação e Marorização de Papel.


"Em quanto isso ela, a terra, gira" - Galilei