quarta-feira, 11 de março de 2009

Encadernação com pele humana



Em abril de 2006 foi encontrado em uma rua no centro de Leeds, Inglaterra um livro com aproximadamente 300 anos encadernado com pele humana . Este fato estremeceu a pequena cidade e seus moradores passaram a relacionar tal achado com bruxarias, ocultismo e outras superstições. No entanto este tipo de encadernação não é tão raro principalmente na Europa, onde a encadernação passou por inúmeras modificações e distintas épocas. Após a investigação a polícia local concluiu que o livro havia sido furtado de uma biblioteca particular - o dono do livro não reclamou o roubo do raro exemplar. O ladrão não soube reconhecer o verdadeiro valor do objeto e o atirou em uma lata de lixo.
Esses livros constituem uma raridade em si nos dias de hoje, no entanto durante a Revolução Francesa tiveram um lugar de destaque nas bibliotecas dos colecionadores privados. De fato esse livro esta escrito em francês, segundo  Antony Bliss curador do setor de obras raras da Biblioteca da Universidade da California e da Biblioteca de Bancroft de Bekeley.
Bliss confirma que esta biblioteca possui outros exemplares encadernados com pele humana com data de 1790. Quanto ao exemplar encontrado em Leeds segundo o perito "a capa original do livro - de pele humana -  foi recoberta por uma sobre capa quando esse exemplar tinha entorno de 100 anos de antiguidade. Se trata ironicamente de um Missal ou livro de orações  em francês.
Todavia esta notícia não teve grande repercussão, uma vez que os livros encadernados com pele humana existem há muito tempo e constitui parte da nossa história, da história do livro.
Segundo Laura Hartman bibliotecária do setor de obras raras da Biblioteca Nacional de Medicina em Maryland, se a idéia de fazer livros com pele humana nos soa bizarra e cruel, não era algo tão terrível em séculos passados. Em um artigo do St. Louis Post Dispatch, um jornal de 1800, sugere que a prática era normal embora se conservasse uma certa discrição, quase um tabu, na sociedade educada da época, afirma Hartman.
Esses livros existem devem cuidados e não exibidos como meros objetos de curiosidade, porém com respeito e ética. 
Se é humano nada me é extranho  por mais repulsivo que possa parecer.
Continue lendo em  National Geographic.

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